terça-feira, 29 de maio de 2012

Casa da Ipiranga.




A Casa da Ipiranga também conhecida como Casa dos Sete Erros ou ainda
Mansão de Tavares Guerra, localiza-se na cidade de Petrópolis, no estado do Rio de Janeiro, no Brasil. Atração turística da cidade, o seu apelido decorre de pequenas diferenças entre os telhados e as janelas dos lados esquerdo e direito do seu alçado principal (fachada). Desde 2006 está aberta às visitas do público.
Erguida em 1884, a casa foi a residência da família do financista José Tavares Guerra, construtor do imóvel, e ainda pertence à família. Tavares Guerra também idealizou o projeto da casa, construída pelo engenheiro alemão Karl Spangenberger. Nas obras foi utilizada mão-de-obra de imigrantes alemães em lugar da escrava. 
A casa mantém suas características originais, com alguns espaços requalificados, como por exemplo a cocheira, que, transformada em bistrô, conserva as divisórias doestábulo e até mesmo os cochos com alfafa para os animais. A sala de jantar, toda revestida em madeira de jacarandá, é utilizada para concertos e tem como melhor definição a do compositor maranhense César Nascimento:"É um grande violão". Foi ainda a primeira residência em Petrópolis a empregar luz elétrica, em 1896.


Outros detalhes dignos de interesse na casa:
cerca de duzentos painéis distribuem-se por toda a casa, pintados ao longo de dez anos pelo pintor austríaco Carl Schäffer;
o lustre, da fundição francesa barbedienne, o mesmo usado no Palácio de Versalhes, na França, é em bronze, banhado à ouro;
na antiga sala de música, as pinturas no teto recordam as viagens feitas por Tavares Guerra aos Alpes Suíços, África, Bagdá, Egito, Índia e Palestina. E suas paredes são todas revestidas por papel de ouro.
o espelho das portas, utilizado no século XIX como proteção para evitar que mãos sujas danificassem a pintura e a madeira, foram colocados em alguns quartos do segundo andar, também na parte de baixo da maçaneta, por causa das crianças.
O jardim é projeto do paisagista e botânico francês Auguste François Marie Glaziou, o mesmo projetista dos jardins da Quinta da Boa Vista, sendo o único no Brasil que ainda conserva traçado original desse paisagista.


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